A nuvem que passa no céu do meu sonho, O vento que sopra a seara do amor, O fogo que queima as entranhas da dor, A chuva que lava o meu mundo bisonho.
Tu és O sol que, num mito, me aquece o prazer, A noite estrelada que me há-de sorrir, A vida que surge no campo a florir, A esp'rança que faz o meu corpo tremer.
Tu és, Na ânsia fremente, que invade a minha alma, A paz que se sente, que envolve, que acalma.
Vitor Cintra
Do livro " PEDAÇOS DO MEU SENTIR" (À venda nas livrarias)
A tarde finda, Num pôr-de-sol Que brilha ainda. A alma, Onde a saudade impera, Desespera. Presente, Um rol De marcas e sinais, Dos quais, A nostalgia Se evidencia, Se sente. Na tarde calma, Enquanto o sol se perde Num mar, que ferve, Avermelhando o céu, Aumenta a dor Do amor. Que se perdeu.
Caiu a noite! E o marulhar das ondas, Embala em sonhos um amor distante, Que tu desejas, com ardor e ânsia; Mas nesse arquejo da paixão, que rondas, Nem o negrume da saudade errante Encurta o tempo, longo, da distância.
Sentindo o sonho vir, tornado alento, Enfeitiçar-te, num desejo atroz, Agigantado nesse marulhar, Transpões a noite, pondo o pensamento Na fantasia, de avidez feroz, Dum outro amante, que te saiba amar.
Vitor Cintra
Do livro " Pedaços do Meu Sentir " ( à venda nas livrarias)
Quando o amor te convida Finges mistérios, Segredos E medos; Se te conquista em seguida, Sonhas impérios, E ledos Enredos; Mas, na paixão conseguida, Vês adultérios, Bruxedos, Degredos.
Vitor Cintra
do livro "Pedaços do Meu Sentir" (à venda nas livrarias)