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Domingo, Abril 06, 2008

Alma de Poeta -
10:54 PM
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Terça-feira, Março 18, 2008

Alma de Poeta -
11:23 AM
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Segunda-feira, Fevereiro 25, 2008

Alma de Poeta -
10:34 AM
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Segunda-feira, Fevereiro 04, 2008

Alma de Poeta -
8:20 PM
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Domingo, Janeiro 27, 2008

RETROSPECTIVA
Cansado da vida,
Perdido no tempo,
A alma rendida,
Sem encantamento;
A força perdida
Por esgotamento,
A mente vencida
Pelo sofrimento.
Saudade chorada
Co'a voz embargada,
A sorte jogada
Num mundo sem nada.
Nos anos passados,
Sem eira nem beira,
Os dias marcados
Por muita cegueira;
Os tempos trocados
Por ventos de feira;
Destinos cruzados
De qualquer maneira.
Refeito o caminho,
Seguido sozinho,
Recorda-se o ninho
Com muito carinho.
Rescaldos de dor
Das mágoas sofridas;
Afagos de amor
Das paixões vividas;
Amargo sabor
Das horas perdidas;
Restando o fervor
Das preces sentidas...
VITOR CINTRA
do livro " ECOS "
Alma de Poeta -
4:00 PM
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Quinta-feira, Janeiro 17, 2008

Alma de Poeta -
4:34 PM
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Quarta-feira, Janeiro 02, 2008

Alma de Poeta -
11:26 AM
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Quinta-feira, Dezembro 20, 2007

RESPEITO
Pelas beiras dos caminhos
Sabe Deus quantos velhinhos
Andarão neste Natal,
Sem que o mundo à sua frente
Lhes prometa que o presente
Não será sempre o normal.
Quando o hoje é semelhante
Ao passado, já distante,
Como o ontem foi igual,
O futuro não existe
Num presente, que é tão triste,
Sem prever melhor final.
O saber de muitos povos
Determina que os mais novos
Reconheçam no idoso,
Na velhice, ter direito
A viver com mais respeito
E uns anos de repouso.
Mas serão tão atrasados
Esses povos, apontados
Como gente mais selvagem?...
Ou será que o ocidente,
Se tornou tão indif'rente,
Que resusa aprendizagem? ...
VITOR CINTRA
" Relances "
Alma de Poeta -
2:14 PM
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Segunda-feira, Dezembro 17, 2007

CONTRADIÇÃO
A distância que separa
A certeza do incerto,
Por não ser grande, nem rara,
Faz o longe ficar perto.
Se quisermos ver direito,
Quando a vida corre mal,
Descobrimos que um defeito
Até pode ser normal.
Assim sendo, quem procura,
Por impulso da razão,
Encontrar contradição.
No defeito que perdura,
Achará, com desconcerto,
Que o errado é que está certo.
VITOR CINTRA
do livro " Ecos "
Alma de Poeta -
11:12 PM
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Sábado, Dezembro 08, 2007

Alma de Poeta -
12:13 AM
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Segunda-feira, Novembro 26, 2007

OUTONO
Não há mais andorinhas nos beirais
Nem zumbem as abelhas pelos campos,
Nos rios já aumentam os caudais
Mercê da Natureza com seus prantos.
Passou a Primavera e o Estio
Deixou atrás seus tempos de pujança.
Do Norte sopra agora um vento frio
Que acende uma lareira na lembrança.
No chão, de folhas mortas, um tapete
De que se despojou o arvoredo
Em tempo, que é agora, de seu sono.
Qual ordem que em silêncio se repete
Por toda a Natureza, num segredo,
Sintomas da chegada de Outono.
VITOR CINTRA
do Livro " ECOS "
Alma de Poeta -
5:04 PM
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Domingo, Novembro 11, 2007

Alma de Poeta -
8:03 PM
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Sábado, Novembro 03, 2007

Alma de Poeta -
10:30 AM
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Terça-feira, Outubro 23, 2007

Alma de Poeta -
10:28 AM
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Terça-feira, Outubro 09, 2007

Alma de Poeta -
8:59 AM
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Quinta-feira, Setembro 20, 2007

Alma de Poeta -
11:20 PM
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Domingo, Setembro 16, 2007

TACTO
Quando me exortas
Sem arremedos,
Abrem-se portas,
Calam-se os medos;
E a horas mortas,
Os meus segredos
Abrem comportas,
Sem mais enredos.
Vitor Cintra
do Livro " Vertigem "
Alma de Poeta -
9:24 PM
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Sábado, Setembro 01, 2007

Alma de Poeta -
8:42 AM
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Sexta-feira, Agosto 24, 2007

PRESENÇA
A vida de toda a gente
Tem sempre a mulher presente.
Mulher pureza, ou pecado,
Mulher que vive a teu lado.
Mulher vida, mulher mãe.
Mulher madrasta também.
Mulher alegre, vibrante;
Mulher amiga, ou amante.
Mulher triste ou insegura;
Mulher sorriso, ternura;
Conforto na desventura.
Mulher esposa, carinho;
Mulher perdida, sem ninho,
Caida no mau caminho.
VITOR CINTRA
do livro " ECOS "
Alma de Poeta -
9:20 PM
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Terça-feira, Agosto 14, 2007

SANTA MARIA
Ilha do Sol, Deus te fez!
Amou-te Gonçalo Velho
Ao ver-te a primeira vez,
Das águas, feitas espelho.
Colombo, no seu regresso,
Buscou em ti o abrigo.
E fê-lo com tal sucesso
Que à Virgem rezou contigo.
Santa Maria, na luz,
Nas praias, baías calmas,
Tens esplendor, que traduz
Beleza, p'ra muitas almas.
Se Portugal é um templo,
Que a Virgem Santa acolheu,
Partiu de ti o exemplo
Pois que o Seu nome é o teu.
Vitor Cintra
Do livro " Á DISTÂNCIA "
Alma de Poeta -
6:20 PM
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Segunda-feira, Agosto 06, 2007

BOA SINA
Talvez por ver a vida em tom severo,
Ou porque nada nela me foi dado,
Olhei-a, muitas vezes, só de lado,
Se bem que com razões de desespero.
Os filhos que criamos duma forma
Julgada que é, por nós, a mais correcta,
Acabam por traçar a sua meta,
Dizendo ultrapassada qualquer norma.
Sabendo quantas vezes é madrasta
A sorte que, tentada, nos afasta
Daquilo que se toma por rotina.
Embora receando o que acontece,
Apenas vou ousando, numa prece,
Pedir que seja boa a sua sina.
VITOR CINTRA
Do Livro " ECOS "
Alma de Poeta -
12:31 AM
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Quinta-feira, Agosto 02, 2007

SENTIMENTOS
Vindos do fundo dos tempos,
Por caminhos sempre estranhos,
Chegam-nos os sentimentos
Que, por vezes, são tamanhos.
Uns são bons, ás vezes tanto
Que nos causam mesmo medo;
Muitos provocam o pranto,
Outros exigem segredo.
Sempre que um deles desaponta,
Em momento inesperado,
Deixa alguém angustiado;
É que, mesmo sem dar conta,
Quem por ele é atingido
Fica até surpreendido.
VITOR CINTRA
Do livro " ECOS "
Alma de Poeta -
5:36 PM
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Domingo, Julho 22, 2007

ÀS MÃES
A mãe é, p'ra cada um,
O maior ser de excepção,
Com lugar no coração,
Mais sagrado que nenhum.
A mãe é, por mil razões,
O padrão do Universo,
Mesmo quando controverso
Seu saber e decisões.
São angústias que supera,
Desencantos, até vícios,
P'lo carinho que nos tem.
Desde o ventre, que nos gera,
Não se poupa a sacrifícios,
Porque mãe, é sempre Mãe.
VITOR CINTRA
do livro " ECOS "
Alma de Poeta -
9:17 PM
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Quinta-feira, Julho 12, 2007

Alma de Poeta -
9:53 AM
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Quarta-feira, Julho 04, 2007

Alma de Poeta -
8:13 PM
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Terça-feira, Junho 26, 2007

PENAS
Sobre os ombros a sacola,
No caminho para a escola,
Empurrada pelo vento;
Enterrados os pezinhos
Nos lameiros dos caminhos,
Passo a passo, num tormento.
Tiritando com o frio
Vai olhando para o rio
Que rouqueija, com fragor;
Com coragem de criança
Vence o medo, porque avança,
Mas no rosto lê-se a dor.
VITOR CINTRA
do livro " ECOS "
Alma de Poeta -
12:01 AM
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Segunda-feira, Junho 18, 2007

DESPERTAR
Quando o sol beijou a terra
Não havia já luar,
Apagou-se atrás da serra
Afundando-se no mar.
Mas as ninfas que moravam
Nos regatos, entre montes,
Com seus cantos despertavam
Os duendes, reis das fontes.
N'alegria dos sentidos
Acordava a Natureza
Entre as cor's de mais beleza;
E os poetas esquecidos,
Inspirados pelas musas,
Versejavam gestas lusas.
VITOR CINTRA
do livro " ECOS "
Alma de Poeta -
4:17 PM
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Quarta-feira, Junho 13, 2007
Cansado da vida,
RETROPESCTIVA
Perdido no tempo,
A alma rendida,
Sem encantamento;
A força perdida
Por esgotamento,
A mente vencida
Pelo sofrimento.
Saudade chorada
Co'a voz embargada,
A sorte jogada
Num mundo sem nada.
Nos anos passados,
Sem eira nem beira,
Os dias marcados
Por muita cegueira;
Os tempos trocados
Por ventos de feira;
Destinos cruzados
De qualquer maneira.
Refeito o caminho,
Seguido sozinho,
Recorda-se o ninho
Com muito carinho.
Rescaldos de dor
Das mágoas sofridas;
Afagos de amor
Das paixões vividas;
Amargo sabor
Das horas perdidas;
Restando o fervor
Das preces sentidas ...
VITOR CINTRA
Do livro " ECOS "
Alma de Poeta -
9:38 AM
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Quarta-feira, Junho 06, 2007

À VIDA
O prefácio duma vida,
Seja lá ela qual for,
Começou ao ser sentida
A chamada do amor.
Antes mesmo que aconteça
O final duma união,
Essa vida já começa
Num bater de coração.
É essência deste mundo
- No sentido mais profundo -
É-lhe devido respeito.
É pequena e indefesa,
Mas um dom da Natureza.
Matá-la? ... Com que direito ?! ...
VITOR CINTRA
do livro " ECOS "
Alma de Poeta -
8:52 PM
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Domingo, Junho 03, 2007

LEVIANDADE
Por cuidar que estais, senhora,
Co'a maior falta de senso,
Fico triste quando penso
No dia em que ireis embora.
Nem momentos já vividos,
Nem quaisquer juras de amor,
Contarão como penhor
De propósitos perdidos.
Valerá, acaso, a pena
Procurar, num outro lado,
O amor desperdiçado? ...
Quem tem alma tão pequena
Nunca há-de achar um jeito
Que lhe valha algum respeito...
VITOR CINTRA
do livro " ECOS "
Alma de Poeta -
5:27 PM
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Domingo, Maio 27, 2007

Alma de Poeta -
9:06 PM
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Sexta-feira, Maio 25, 2007

PASSAGEM
Só eu, que vivo um sonho de gigante,
Na pequenez dos versos que componho,
Cantando o que é passado, bem distante,
E, do presente, o que é apenas sonho;
Só eu, que desejei que a lusa gente
Se mantivesse nobre, como outrora,
E que, na pequenez do seu presente,
Levasse essa nobreza mundo fora ;
Direi que alguma vez será passado
Aquilo que, nos povos africanos,
Por lá deixou ficar cada soldado.
Bem mais do que a lembrança dessas guerras,
Perdurará ainda, muitos anos,
O muito que fizeram nessas terras.
VITOR CINTRA
do livro " ECOS "
Alma de Poeta -
11:39 PM
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Sábado, Maio 19, 2007

Há coisas no nosso mundo
Que fazem dizer à gente
Às vezes, um NÃO rotundo,
Mas outras, um SIM pungente.
Alma de Poeta -
9:50 AM
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Domingo, Maio 13, 2007

Alma de Poeta -
1:17 AM
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Domingo, Maio 06, 2007

Alma de Poeta -
11:55 AM
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Quarta-feira, Maio 02, 2007

PREFIRO
Não quero ficar na memória das gentes
Devido a riquezas que saiba guardar,
Prefiro lembranças, quiçá mais decentes,
Nascidas das causas que soube abraçar.
Não quero tornar-me modelo de alguém
Por ocas palavras, discursos à toa,
Prefiro tornar-me lembrança de quem
Escute em meus versos a alma que ecoa.
Não quero sentir sedução pelos mundos
Que não reconhecem os homens de bem,
Nem mesmo respeitam a fé de ninguém;
Prefiro guardar sentimentos, profundos,
De paz e justiça, partilha e amor,
Tornados permissas dum mundo melhor.
VITOR CINTRA
do livro " Á DISTÂNCIA "
Alma de Poeta -
11:19 AM
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Sexta-feira, Abril 27, 2007

SOFIA
De pequena refilona,
Sem receio de ninguém,
Pondo tudo na " mafona "
- Aliás, como convém -.
Foi crescendo, sendo arguta,
- Sempre a mesma " trovoada " -
Quando envolvida em disputa,
Nunca a vi ficar calada.
Se a razão lhe não assiste,
Argumenta a seu favor;
E faz isso com fervor.
Se o momento for mais triste
Acha sempre uma maneira
De ser boa companheira
VITOR CINTRA
do livro " ECOS "
Alma de Poeta -
12:35 PM
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Segunda-feira, Abril 23, 2007

FILHO
Nascido entre as irmãs, foste o segundo
Dos filhos com que Deus me abençoou;
Foi tal a emoção de vir's ao mundo
Que o céu, em depressão, se desabou.
Em honra de meu Pai te dei o nome,
Um nome que, também eu, recebi;
Pois, neste imenso amor que me consome,
Melhor não saberia achar p'ra ti.
Que Deus, em Sua graça sublime,
Ajude a tua vida, te ilumine,
Que sejas, hoje e sempre, homem de bem.
O nome, que é herdado, tem valor
Se cada um de nós fizer melhor
Do que já fez seu pai, ou sua mãe.
VITOR CINTRA
do Livro " ECOS "
Alma de Poeta -
12:54 PM
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Sexta-feira, Abril 20, 2007

HELENA
Helena fora já, num outro tempo,
Um nome atravessado em meu caminho.
A vida quis-me pai e, num momento,
Gerada foi Helena, meu carinho.
Talvez por ser maior, no coração,
A esp'rança, nesta filha, investida,
Sofri muito maior desilusão
Por vê-la, tantas vezes, tão perdida.
Não sendo, como pai, o mais perfeito,
Não deixo, mesmo assim, e do meu jeito,
De ter-lhe grande amor, desde pequena.
Se a Deus, em Sua graça, Lhe aprouver,
Será bem mais feliz, como mulher,
A filha por quem temo, a minha Helena.
VITOR CINTRA
do livro " ECOS "
Alma de Poeta -
4:05 PM
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Quarta-feira, Abril 18, 2007