
(imagem recolhida na internet)
Após perder-se a neve nos regatos,
Há musgos a forrarem penedias
E lebres saltitando pelos matos.
Nas fragas, o cantar da cotovia
Desperta, com acordes timoratos,
Ao sol que, no nascer do novo dia,
Aquece o lago e faz grasnar os patos.
Chegada, que é, ao fim a invernia,
Ressurge, novamente, a harmonia
Da vida, que se tece sem recato.
Renasce a Natureza e irradia,
Em cada som e cor, a poesia
Pintando, como em tela, o seu retrato.
Vítor Cintra
Do livro: AO SABOR DO INSTANTE
4 comentários:
Bom dia!
Estou visitando alguns blogs, pois
passei um tempo fora.
Adoro visitar os blogs.
Adorei o seu.
Caso queira, dá um pulo no meu site.
beijokas
Mais um maravilhoso soneto.
Abraço amigo poeta.
Eu gostaria de saber se você tem algum livro com suas poesias escritas, pois eu gostaria de comprar, eu acho seus poemas e sonetos muito bonitos.
Como é difícil se escrever um soneto e você o fez com maestria.
Lindo, Vitor Cintra!
Abraços bem brasileiros,
Alice Monteiro
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