quinta-feira, fevereiro 17, 2011

(imagem recolhida na internet)
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Sentes-te só!
E a dor da solidão, que te acompanha,
Obriga a tua vida a ser tacanha,
Insípida, vulgar e sem destino;
Mas, se por dó,
Aceitas transformar o teu futuro
Em algo que acreditas mais seguro,
Acabas cometendo desatino.
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Ninguém tem mais
Do que somente a alma e o talento,
Que o façam abraçar cada momento
Como o melhor, que a vida lhe há-de dar.
Quaisquer sinais,
Tomados por prenúncio de fortuna,
Serão tal qual areia numa duna,
Que voa, assim que o vento lhe soprar.
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Vítor Cintra
Do livro: PEDAÇOS DO MEU SENTIR

1 comentário:

R.B.Côvo disse...

Às vezes, sim, sinto-me só, como agora. Abraço.