quinta-feira, abril 22, 2010

Reflexão













Ao escrever contei as penas
Da minh'alma amargurada;
Não são grandes, nem pequenas,
São as minhas, só, mais nada.

No papel pus o sentido
Dado às coisas desta vida;
Nunca o tempo foi perdido
Por ser gasto nesta lida.

Talvez quem, um dia, leia
O que escrevo, nesta hora,
Sinta o mesmo que eu, agora.

Depois de uma vida cheia
De trabalhos e desgostos,
Quem deseja ter opostos?


VITOR CINTRA

do livro " Entre o Longe e o Distante "

4 comentários:

Breizh da Viken disse...

Olá Vitor,
A pura das verdades... chega a uma altura na vida em que fazemos o que nos dá prazer... escrevemos poesia! Eu ainda não estou nesse estágio! Mas admiro muito quem já está nessa fase... uma vida recheada de experiência... de ensinamentos...

abraço caro poeta

FERNANDINHA & POEMAS disse...

OLÁ QUERIDO AMIGO VITOR, MARAVILHOSO SONETO... LI E RELI, COM MUITO PRAZER... SUBLIME... !
BOM FIM DE SEMANA... ABRAÇOS DE CARINHO E TERNURA,
FERNANDINHA

Sonhadora disse...

Meu querido amigo
Tinha saudades.
Lindo poema, muito verdade nas suas belas palavras.

Deixo um beijinho
Sonhadora

Efigênia Coutinho disse...

Grande soneto, qunado elio este:

Talvez quem, um dia, leia
O que escrevo, nesta hora,
Sinta o mesmo que eu, agora.


Quem sabe eu realmente senti o que voce escreveu ,
Efigenia Coutinho
in New York