sexta-feira, março 12, 2010

FÚRIA

Do céu, enquanto raios de desgraça
Lampejam, com furor, na noite escura,
As núvens, que nasceram ameaça,
Derramam-se em torrentes de água pura.
.
Ressoa, com fragor, por toda a parte,
A voz tonitruante de Vulcano,
Mais forte que a irada voz de Marte,
Capaz de intimidar qualquer humano.
.
O vento, que fustiga em desespero
As copas dos coqueiros desgrenhados,
Mergulha de rochedos escarpados;
.
Num silvo, que enfurece o mar severo,
Encontra, no rugir da profundeza,
Mais ecos do que tem na natureza.

.
Vítor Cintra
.
Do livro PEDAÇOS DO MEU SENTIR

3 comentários:

Maria da Luz Borges disse...

Lindo!!!
Luz

Sonhadora disse...

Meu querido amigo
Muito lindo o teu poema e muito actual.
adorei ler-te novamente.

beijinhos
Sonhadora

Maria disse...

Amigo, hoje é o seu dia, o dia Mundial da Poesia, por todas essas poesias maravilhosas com que nos brinda aqui, de uma forma tão sublime, que nos fazem por momentos, soltar as nossas amarras da realidade permitindo a nossa alma navegar por mares de sentimentos, eu te agradeço.

Boa semana
bjs
Maria