
DEPOIS ...
Se, cada vez que a fizesse,
A jura fosse cumprida,
Talvez jamais sucedesse
Sentir-se tão deprimida.
Depois do tempo do sonho,
Ante a crueza da vida,
Não há futuro risonho
P'ra quem viveu iludida.
Os olhos contam mágoa
- Às vezes tão rasos de água,
Que fazem crer que é sentida -
E a dor, que gera o desgosto,
_ Muito maior que o suposto -
P'la inocência perdida.
Vitor Cintra
do livro " Relances "