segunda-feira, dezembro 20, 2010

RESPEITO

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Pelas beiras dos caminhos
Sabe Deus quantos velhinhos
Andarão neste Natal,
Sem que o mundo à sua frente
Lhes prometa que o presente
Não será sempre o normal.
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Quando o hoje é semelhante
Ao passado, já distante,
Como o ontem foi igual,
O futuro não existe
Num presente, que é tão triste,
Sem prever melhor final.
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O saber de muitos povos
Determina que os mais novos
Reconheçam ao idoso,
Na velhice, ter direito
A viver com mais respeito
E uns anos de repouso.
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Mas serão tão atrasados
Esses povos, apontados
Como gente mais selvagem?...
Ou será que o Ocidente
Se tornou tão indif'rente
Que recusa aprendizagem?...
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Vítor Cintra
Do livro: RELANCES
Num tempo em que os bens e erário públicos se aproximam da exaustão, mas continuam a ser sugados por gente sem vergonha, sem escrúpulos e sem moral, é forçoso que lembremos aqueles que, apesar de mais necessitados, continuam esquecidos.

6 comentários:

rouxinol de Bernardim disse...

Poesia com humanismo e solidariedade ao fundo...

Maria disse...

Um poema maravilhoso amigo. Esta altura do ano pode ser muito triste para quem já é idoso e não tem ninguém que lhe dê um carinho, um sorriso, uma palavra.
Aproveito para desejar a si e a todos os seus familiares e amigos, um Feliz Natal, repleto de alegria, saúde, paz e amor.

“A Melhor mensagem de Natal é aquela que sai em silêncio de nossos corações e aquece com ternura os corações daqueles que nos acompanham em nossa caminhada pela vida.” (desconhecido)

Beijinhos
Maria e familia

© Piedade Araújo Sol disse...

fiquei muito sensibilizada e subscrevo o poste no integra.

bom natal e

um beij

carlos pereira disse...

Caro amigo Vitor;
Poema excelente, profundo, num tema tão pouco abordado pelos poetas.
Sublime. Gostei muito.
Um forte abraço.

Profundos Conhecimentos disse...

poema muito lindo, sensível e de um conteúdo alto, eu amei. creio q a pergunta certa no final é se na verdade o ocidente é quem acababou por se atrasar, pois no abto da filosofia desde o seculo passado tem se ido muito as crenças orientais.

nona e eu disse...

um excelente poema, as primeiras linhas são de arrepiar...parabéns!