
AO NATURAL
Penhascos, em ravinas escarpadas,
Espreitam, lá do alto, o oceano,
Em volta as andorinhas, agitadas,
Procuram novos ninhos, este ano.
Ao sol da Primavera, que as aquece,
Gaivotas, com grasnidos agoirentos,
Vigiam, lá do alto, o que acontece,
Planando, sobre as fragas, contra o vento.
Escorrem, das quebradas, os regatos
Lançados em corrida para o mar,
Contando suas mágoas ao passar.
Atentos, mas mantendo seus recatos,
Há melros, que esvoaçam, atrevidos,
À caça dos insectos distraídos.
Vitor Cintra
Do livro " Á DISTÂNCIA "



5 comentários:
Este soneto é duma suavidade cativante. Que bom lê-lo, senti-lo.
Bjs
Mª.João
Divinal
Amigo,
Parte integral de liberdade
Alguém com quem saboreamos tudo
Expulsamos o preconceito, ambiguidade
A quem oferecemos o olhar mudo
Amigo,
Não importa quem és,
De onde vens
Se estás presente ou ausente!
Amigo,
Alguém que sinto
Que está sempre comigo...
Conceição Bernardino
Tenham uma boa semana com muito amor
Meus blogs http://amanhecer-poesia.blogspot.com
http://sentidos-visuais.blogspot.com
Sempre palavras que rimam... um abraço...
Olá
que paisagem e poema divinais, dão-nos uma calma.. lindo.. adorei.. bjhs e bom fds
Um soneto exaltador da natureza. Belo!
Beijos de brisa.
Publicar um comentário